quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ora perto, ora longe... onde estás tu realmente? Do meu lado? Dto ou esq? De fora ou só de dentro? Existes ou sonhei-te? Ou será que sonho todos os dias com o que não existe, senão não seria sonho, seria realidade... Já sonhei com doces realidades, outros tempos... outros sonhos que viraram pesadelos... Contos de fadas de príncipes e princesas que eram afinal vilões... Hoje escrevo eu a história, o conto... sem contar com nada, contando com tudo... Planeando tudo para não planear nada... Contando a ninguém... todos me leêm a pele... Será que sou eu que oscilo entre o estar próximo e longe? Ou és tu que apareces e desapareces mesmo afirmando sempre que nada mudou... tudo está na mesma... Mais uma vez noto a diferença entre ouvir e escutar... Oiço que tá tudo na mesma, nada muda... mas não creio... Porque nada fica, nada permanece inalterável, pelo menos muito tempo... Tudo valoriza ou desvaloriza, há sempre ganhar ou perder... o equilíbrio perfeito só existe na química e é teórico... Estamos mesmo a anos de luz ou simplesmente... convém? A quem? É tudo tão descabido? É sempre tudo tão retórico e introspectivo... Que continue assim... Que fique assim... Que se mantenha nesse equilíbrio perfeitamente teórico... algo que não existe e a partir do qual se continuam a fazer cálculos...

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