O sol aquece a minha pele mas tu aqueces-me por dentro,
fazes-me ver claro quando tudo está cinza,
fazes-me sorrir quando chove,
estás sempre pertinho, bem mais que o sol,
deixas-me olhar-te sem cegar,
Sei onde te procurar e não é atrás da Lua...
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Canção Simples
Ana Moura - O Fado da Procura
Para aqueles que se procuram e não se encontram...
"E talvez sem querer,
não querem lá ver,
sem te procurar,
te vejo a passar"
Muito bom! :D
terça-feira, 30 de outubro de 2007
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
A última...
"-Tens pastilhas?
-Sim, toma.
-Ah, é a última... Deixa estar!
-Podes tirar, a sério!
-Oh não, depois ficas sem nenhuma, esquece."
"-Tens pastilhas?
-Sim... Errrr, quer dizer, é a última... desculpa!"
-Sim, toma.
-Ah, é a última... Deixa estar!
-Podes tirar, a sério!
-Oh não, depois ficas sem nenhuma, esquece."
"-Tens pastilhas?
-Sim... Errrr, quer dizer, é a última... desculpa!"
O que é que se passa com as pessoas e a última pastilha ou o último cigarro ou a última coisa qualquer? Que relação possessiva é esta? Será que quem não quer dar a última pastilha, não se lembra que comeu o resto da embalagem toda? É assim um bem tão precioso que é díficil de ceder e, mais complicado ainda de aceitar, sem nos sentirmos mal com o facto de tomarmos a última coisa de outra pessoa? Porque há quem não aceite a última coisa de alguém! E é impressão minha ou nós guardamos as últimas coisas mais tempo? Criamos como que uma ligação intíma e indispensável, essa última coisa qualquer vai sempre servir para uma emergência, que não chega até comprarmos mais! Confessem lá que abrandam o ritmo dos cigarros quando chegam perto do último, ou o ritmo das pastilhas, dos rebuçados ou até do ritmo das chamadas quando recebem a msg a dizer que estão perto do último euro de saldo... Conheço pessoas que estoiram o saldo do tlm até chegarem ao último euro, que aguentam um mês se fôr preciso! Incrível! Quanto tempo dura esse último bem? Pode durar imenso tempo, preso ao pensamento "eh pah, é o/a último/a..." Tudo isto contraria a lei da utilidade marginal decrescente. Vejamos: se estamos com muita sede, valorizamos o 1º copo de água e não o último que já só nos vai fazer uma barriga de sapos! E esta lei é válida pra tudo... ou talvez não! Pois continuo a constatar e a não saber lidar bem com esta estranha ligação que estabelecemos com as últimas coisas. A conotação é por si só forte, é a/o "última/o" como se não houvesse mais! Quantas vezes é que a/o "última/o" é mesmo a/o "última/o"? Na verdade, muito poucas vezes. E se soubessemos que a/o última/o era mesmo a/o última/o? Mudaria alguma coisa?
Este não será, certamente um último post, por isso, enjoy :D
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
É possível um vet recém licenciado sobreviver? É possível, com o Kit Pfizer Saúde Animal!!!
Estive na faculdade, é estranho ir lá e sentir que já não fazemos parte da mobília. Ver outros jovens, nascidos em 89 a ocuparem a minha mesa do pequeno almoço no bar, a comerem o meu "donut" e a beberem o meu cimbalino! Ouvir a Rita a gritar "TOSTAAA" e "BITOOOQUE", que momento nostálgico! Foi óptimo rever os colegas, voltar ao Salão Nobre e ganhar brindes da palestra! Confesso que me sinto tentada a assaltar qualquer divisão da CGD com o meu novo gorro e cachecol - o kit "PFIZER SAÚDE ANIMAL"! Muito à frente esta grande e calorosa oferta dos nossos colegas daquela que é a maior e a melhor farmacêutica veterinária! (vou cobrar por isto!) Eles bem sabem como o mercado está mau para os novos vets. Como tal, oferecem-nos este kit que, à primeira vista, é apenas um gorro e um cachecol quentinho mas, para mentes mais rebuscadas como a minha, faz todo o sentido e creio mesmo que seja um kit de salvação para o novo e recém formado vet! Trata-se de um gorro escuro e enorme que se enterra pela cabeça e pescoço abaixo, de um tecido opaco mas totalmente respirável (pormenor importante), acompanhado de um cachecol igualmente opaco que completa e dá um toque de requinte, com a sua etiqueta publicitária, à camuflagem perfeita para um assalto a qualquer divisão bancária mais próxima! Brilhante!
"És novo, ambicioso e, por azar, veterinário?
Toma lá um Kit (gorro+cachecol+mochila para guardares o $$$$) e faz-te à vida! Assalta qualquer coisinha e depois aparece para comprares umas garrafinhas de Convenia e Cerenia!"
"É possível um vet recém licenciado sobreviver?
Sim, é possível com o Kit Pfizer Saúde Animal"
Ai, ai, ai... Meus senhores!
OBRIGADO!
Primeiro que tudo tenho de dizer a todos que estou bem!!!
Não, não me vou suicidar, nem asfixiar em ranhoca e muito menos afundar em lágrimas!
O último post foi escrito no fim de semana que, realmente, não correu muito bem e, pelos vistos, a minha veia poética e melodramática estava a bombar! Escrevi até esgotar e adormecer, aquilo era tudo birra do sono! :D Escrevi no fim de semana, como até gostei do resultado final, achei que estava profundo e bonito, passei para computador e porque não, pôr no blog? Podem acusar-me de carência, é verdade, (o chocolate não me tem saciado) e chamada de atenção, eu assumo! Mas não vos queria preocupar, Amigos! Hoje, que aproveitei a folga pra socializar um pouco, não foi nem uma, nem duas pessoas a perguntarem-me o que se passava comigo, porque tinham lido o meu blog e estavam preocupadas! Foi um desabafo, não vos queria preocupar, só talvez ralhar-vos um pouco por estarem muito ocupados a ver o jogo de Portugal em vez de irem tomar um cafézinho! :D Espero que agora este post não tenha o objectivo inverso e pensem "ah, falso alarme, ainda não é desta que ela se suicida!" " Oh pah, não é desta que ela se rega com gasolina e ateia fogo, ou se queima com ácido!" Muito longe disso, meus companheiros, amigos, palhaços desta vida que é um circo! Há dias bons e outros menos bons, eu tinha de deitar cá pra fora aqueles pensamentos malignos e exorcisar o Demo que me possuíu!
Um beijo muito barulhento xuuuaaaaaaacccccccccc e um abracinho de preguiça, bem apertado para vocês que sabem quem são!
OBRIGADO!
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Caos
[A minha cabeça está um caos, por isso escrevo. Porque quando escrevemos ninguém nos ouve e nós falamos, deitamos cá para fora o que protegemos cá dentro. Ardem-me os olhos de tanto chorar mas, acredito que o que arde cura. Há dias assim, como o de hoje em que saí de casa porque estava a dar em doida com tanta recordação. Saí sem destino e parei em frente ao mar... Não queria estar sozinha mas também não queria testemunhas para as minhas lágrimas. Só nós já éramos uma multidão barulhenta. Procurei um sítio para estar só e aprender a ficar assim, sozinha comigo. Acabei perto daqueles que foram até ao mesmo sítio para também ficarem sós. A sós... S.O.S... curioso! Sinto-me perdida e acabei perdida em Lisboa, sem rumo, seguindo o carro da frente. Passei em locais familiares e descobri um roteiro "queloziano" que me tocou aqui e ali. Escrevo porque quando lemos, ouvimos uma voz dentro de nós a contar-nos o que lê. Uma voz que fala baixinho como quando queremos que nos oiçam com atenção. Será que é a minha voz que ouves ou já a esqueceste entre tantas outras? Tenho saudades... O ódio é uma forma de amar aqueles que já não podemos ter perto de nós e juro que, por vezes, não sei se te amo, se te odeio, se odeio amar-te ou se amo odiar-te! Sinto tanta coisa diferente que tento reprimir durante o dia, entregando-me ao trabalho sem me entregar. Não tenho memória para os meus dias, não fixo pacientes, nem patologias nem tratamentos. Limito-me a assentar tudo num caderninho que está por ordenar e passar a limpo. Sinto-me desintegrada e não estou a conseguir dar a volta. Mas os dias lá passam, uns mais depressa, outros mais devagar. O pior chega à noite, quando a intimidade e a saudade apertam e se protegem no escuro. Elas galgam terreno e quebram-me. Eu fecho os olhos e tento sonhar com o voar do tempo, acreditar que é real e que o dia está a chegar afastando a solidão e a memória. Eu choro... porque me lembro e não consegui esquecer. Dói, consome e mata... Cada vez sinto mais que morri para o amor. Foi algo que conheci e vivi do avesso. É um sítio proíbido que tal como os unicórnios, fadas e príncipes encantados, não existe, ou existe para aqueles que acreditam no resto do "era uma vez, há muito tempo atrás, num reino distante..." Refugio-me no instantâneo e desdramatizo. Chego a acreditar que é com as desvalorizações que cada vez nos valorizamos mais. Posso estar apenas a tentar auto-convencer-me, preciso disso. Tudo é volátil, o que um dia parece certo, no outro é um erro e começo a ter um erro favorito. Já alguém escreveu sobre isso, há uma musica, penso eu, "my favourite mistake". E eu tenho um erro recorrente. Sinto-me a errar ou prestes a errar... Ou será que já errei? Quem decide o que é o erro? Sinto-me a errar conscientemente, para qualquer lado que me vire. Talvez seja daqueles erros dos quais estamos tão certos que passam a ser verdade, ou então não... As respostas não aparecem. A minha voz interior não responde, só pergunta e complica. Não sei quem ouvir, quando eu própria me sinto em silêncio. Quem fala são as teclas, como num piano mágico que toca sozinho. Sinto saudades de um passado que não posso esquecer, parte de mim que me faz hoje aquilo que não quero ser. Passei a semana doente, será só um devaneio febril? Quem me defende dos meus próprios ataques? Quem me defende da noite? Tenho saudades da forma e do teu gesto de quando me ajeitavas o cabelo e a gola sempre que eu vestia um casaco. Dizes-me para crescer...erro ao pensar que seria para sempre aquela míuda tola... Quem sabe? Todo o meu percurso tem erros, eu errei primeiro e mais vezes, acredita... Não quero pensar que foste um erro ou que eu fui um erro para ti mas se assim fosse, "you're my favourite mistake"...]
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
In a rush..
Se tivesses de conhecer alguém em 5 minutos, o que lhe perguntavas?
OBS.
Sim eu sei, não se conhece ninguém em 5 minutos
Só tens mesmo 5 minutos, nada mais, nada menos.
És obrigado a falar com um estranho por 5 minutos, aproveita para o conhecer melhor! Mas como?
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
F*ck Off
Odiar uma pessoa é esgotante... mas odeio e parece que as forças renascem todos os dias... esse sentimento não se acaba! Pelo contrário, cresce rapidamente! Por vezes duvido que seja possível odiar essa pessoa, depois do que representou na minha vida. Engulo o que sinto e conversamos, dano-mos e tudo acaba pior ainda. Um ano e 3 meses depois do fim eu sei que o fim chegou mesmo. Morreu, alguém que eu conheci e viveu na minha cabeça, pois na realidade essa pessoa que eu amei, nunca existiu! Assustador? Talvez não. Muitas vezes nós não somos nós mesmos e eu assumo que muita, muita vez não fui eu própria e apenas alguém que eu pensava que queriam que eu fosse. Estupidez... Só gostava de poder contar quem fui e tirar um pouco o poder que essa pessoa julga ter de magoar os outros. Queria apenas poder contar 1/5 do que foi, mas de certeza que agora parecia mentira e vingança e sinceramente não vale a pena... ou valerá?
terça-feira, 9 de outubro de 2007
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
DALI, AQUI!

Fim de semana prolongado pra alguns... ah e tal, fui até ao Porto, ver a exposição do Dali, no palácio do Freixo.
Foi diferente do que estava à espera mas foi interessante. Uma fila imensa, gente com mais idade e com menos, muitos curiosos e entendidos nas artes, até encontrei uma colega de Barcelos, a Marta! Qual a probabilidade??? O Mundo é muito pequeno!
O local é lindo, o palácio mesmo à beira do Douro, os barcos a passarem, o sol a por-se nos jardins, foi mágico... Quanto à exposição, revela o Dali do surrealismo, do irónico, do místico e do religioso, como nunca o tinha visto. E entre pianos, girafas, elefantes, cavalos, caracóis e mulheres se passou um bom bocado, sempre com o Douro em pano de fundo...
Ele anda aí!
O espiríto do Natal já anda no ar! Pelo menos, eu já me sinto a inala-lo a cada inspiração. Faltam concretamente 76 dias para tal data mas já se ouve nos corredores "Se não a vir antes, Feliz Natal, Dra!" E não é lindo??? O Natal é cada vez mais cedo e este ano sinto-me como uma criança que a seguir às férias de Verão, só pensa nas férias do Natal. Ainda no outro dia, ao folhear a caixinha de cd's de um amigo no carro, descobri um que dizia "Christmas Songs" e foi mesmo esse que fomos a ouvir pelo caminho fora, a cantarolar em alto som! Êxitos como o "Rudolph, the red nose reindeer" e "White Christmas" fizeram as nossas delícias num final de tarde, no mínimo diferente!
Entreguem-se!
Ah e se não voltares a ler o meu blog, até lá.... Feliz Natal!
:D
domingo, 7 de outubro de 2007
Tempo pra me coçar
É o que não tenho é tempo para me coçar!
Para os mais curiosos o estágio está a correr muito bem, e quando não estou a trabalhar (raro, muito raro...), estou a passear pela Rua Castilho, o que é sempre uma boa zona!
A clientela é boa, há sempre animais na sala de espera e uma situação caricata aqui e ali que ao abrigo do sigilo profissional vou guardar só para mim, para recordar, em vez de fazer cócegas a mim mesma!
É bom mudar de vida, de rotina, lidar com pessoas diferentes todos os dias e trabalhar sem horários a cumprir! É verdade que estou ainda na fase idílica da profissão em que se almoça às 17h da tarde e se sai às 22h, (apesar de fecharmos as 20h) com um sorriso pateta e "oh, ja acabou?" Ok, ok, eu confesso que não é bem assim, porque tanto tempo de pé ja me valeu 2 derrames na coxa! Ando a adiar ir à farmácia comprar meias de descanso e uns "croc", de alguma forma renegando a minha decadência! Mas lá terá de ser, a velha pdi não perdoa...
Prometo que, brevemente, dou mais notícias do cantinho da bicharada, da bela R. Castilho!
P.S- É tão bom delegarmos a alguém que nos coçe as costinhas! :D
Para os mais curiosos o estágio está a correr muito bem, e quando não estou a trabalhar (raro, muito raro...), estou a passear pela Rua Castilho, o que é sempre uma boa zona!
A clientela é boa, há sempre animais na sala de espera e uma situação caricata aqui e ali que ao abrigo do sigilo profissional vou guardar só para mim, para recordar, em vez de fazer cócegas a mim mesma!
É bom mudar de vida, de rotina, lidar com pessoas diferentes todos os dias e trabalhar sem horários a cumprir! É verdade que estou ainda na fase idílica da profissão em que se almoça às 17h da tarde e se sai às 22h, (apesar de fecharmos as 20h) com um sorriso pateta e "oh, ja acabou?" Ok, ok, eu confesso que não é bem assim, porque tanto tempo de pé ja me valeu 2 derrames na coxa! Ando a adiar ir à farmácia comprar meias de descanso e uns "croc", de alguma forma renegando a minha decadência! Mas lá terá de ser, a velha pdi não perdoa...
Prometo que, brevemente, dou mais notícias do cantinho da bicharada, da bela R. Castilho!
P.S- É tão bom delegarmos a alguém que nos coçe as costinhas! :D
Subscrever:
Mensagens (Atom)

