Quantos mais blogs leio, mais sinto uma incapacidade temporária de escrever. Parece que o que sinto nao tem nada de novo, nada de original nem nenhuma forma de o dizer sem parecer cliché. Passa tanto ou tão pouco por mim que nada me toca, nada me atinge e/ou vice-versa. Tudo ou mesmo o nada? Tenho vontade de me isolar para dizer "não", apetece-me fugir para ver que ninguém corre atrás de mim, queria desaparecer para saber quem me procura. Não posso, não devo... Porque sempre que alguém se "afunda de propósito" para ver quem o tentaria salvar, acaba ainda mais só, entre a existência ou sobrevivência, vulgo vida, e a morte. Não adianta procurar quem possa fazer algo por nós quando nós próprios sabemos os nossos deveres. Não é justo dar a ninguém a importância do nosso sorriso e culpar esse alguém quando nem um ataque de tétano nos faria esboçar um riso sardónico. Não sei quem me quer mal, mas sei que só eu me devo querer bem, o resto é paisagem... Na Natureza, nós humanos temos as crias mais indefesas, inacabadas e dependentes por mais tempo. É o preço de sermos racionais. Esta busca pela razão e compreensão do que nos rodeia, do que nos afecta e de quem nos é próximo, atrasa-nos, não nos deixa evoluir e viver como as restantes espécies. Essas aceitam o que a Natureza lhes dá e supostamente são mais felizes. O Homem inventou conceitos subjectivos e, no fundo vazios, personalizados ao jeito de cada um para que tenhamos todos metas pessoais e objectivos a cumprir. Conceitos como a felicidade, harmonia, equilíbrio, perfeição... Aquilo que são para mim, não serão iguais em ti, ou em ti, ou em ti. Atingir tudo isso só depende do nosso limiar de vontade. Decidimos o mínimo, máximo, o equilíbrio harmonioso que nos faz sentir felizes na nossa imperfeita perfeição. É tudo tão simples ou só parece? Não sei se é simples mas é solitário... Como algo visceral que só a nós diz respeito. Algo que só a nós dói e pesa, que nos obriga a crescer e ficar mais fortes para que nos sintamos, cada vez mais, leves com um peso cada vez mais pesado. Sinto a necessidade de parar o tempo, sinto-me como uma adolescente em crise ou uma quarentona precoce! Sou só eu, com tudo o que isso implica, sou eu só...
2 comentários:
mto bom!!!
embora me va abster de comentarios pois acho que ja foi tudo dito (escrito).
bisou grande
ps-os conceitos nao sao vazios,sao ate universais mas sentidos e encarados com importancias diferentes por cada um...
thanks ;)
são universais e "vazios" na medida em que sao custom-made. Tu constrois os teus proprios significados, metas e objectivos. É como se pegasses em algo vazio e personalizasses à tua medida.
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