Na vida muitas vezes temos de arriscar para ser felizes. Se seremos ou não, não sabemos na altura em que decidimos arriscar, a coisa seria muito fácil assim.
Não sei se conhecem aquela definição de paraíso que diz que o paraíso não é um lugar no mapa, pode ser "apenas" um momento especial em que realmente nos sentimos perto da nossa ideia de paraíso. Digo perto porque as variáveis são muitas e atingi-las todas ao mesmo tempo, eu nunca consegui. Talvez a minha ideia de paraíso seja demasiado rebuscada, talvez... Mas já lá estive perto e para isso arrisquei, arrisquei bastante! Mas como alguém me disse, se não houver riscos, obstáculos a transpor e aquela noção de loucura, nada tem sabor! E concordo. As coisas que fazemos e sabemos que são loucuras, têm um sabor especial, diferente no mínimo. O difícil é saber disfrutá-las e perder a noção do dever. Confesso que não foi fácil perder essa noção. Mas algo me chamou e me disse que perto do paraíso seria naquele momento e naquele local e assim foi... Também acredito que a felicidade não é um estado constante, acho difícil ser feliz full time e se alguém conseguir diga-me o segredo! Não se é feliz, vai-se sendo... Cada vez que o nosso cenário de paraíso se aproxima do real. Assim quase como a Alegoria da Caverna de Platão, nós temos a perfeita noção do nosso paraíso mas cá fora o mundo é das sombras. Essas sombras que passam por nós podem assemelhar-se mais ou menos à perfeição da nossa caverna. É preciso sentido de oportunidade, é preciso sorte, é preciso arriscar, é preciso ser louco! Diz-se que apenas os loucos são felizes, eles vivem sempre na sua caverna. Eu fui louca e fui feliz!
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