Os amores platónicos são os amores ideais, é o que muita gente pensa. De facto até podem ser, na medida em que os vivemos sozinhos com a nossa imaginação, onde tudo corre a nosso favor, sem contrariedades, tudo tão leve e divertido se assim o quisermos.
Eu acho que um amor nunca pode ser platónico. Nós apaixonamo-nos pelo desconhecido mas amamos apenas o que conhecemos, não concordam? Portanto, podemos viver mil e uma paixões dentro de nós mesmos, mas quando amamos é de dentro para fora. Por isso é que achamos que controlamos a paixão, pelo menos eu acho! Uns dias pode ser mais intensa, noutros arrefece depressa, no fundo basta querermos... Quando a paixão nos ganha o braço de ferro e se transforma em amor, aí, já não está nas nossas mãos. Está cá dentro e faz parte de nós, do que fazemos, do que queremos, até do que respiramos. Não pode ser platónico ou imaginado, é vivido! O amor é sempre vivido tanto em toda a sua força e felicidade, como em toda a sua fraqueza e dor. A paixão pode ser inventada e reinventada num fechar de olhos... O amor, esse surge quando ninguém o tenta controlar, intensificar ou dissolver, surge quando alguém o quer viver sem nunca o sonhar.