segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Toma lá, Dá...kar!

Está de volta o Lisboa-Dakar 2008 e como já vai sendo hábito, eu junto-me à romaria de curiosos que se passeia entre os carros e se atropela quando ouve um rugir de um motor. "ex-sensibilidade mecânica" como alguém já chamou, que me fez mesmo passar a gostar de carros e discutir o assunto, melhor que alguns machos! E este fim de semana lá fomos até à Festa Dakar, fica a reportagem fotográfica de uma tarde muito bem passada, entre demasiada testosterona!

Olha que...

As mulheres intimidam os homens ou os homens deixam-se intimidar?
Não é a coisa mais frequente que oiço por parte do sexo oposto :P mas ja me têm dito que eu intimido os homens... Mas porquê, meninos?? Eu sei que os meus olhos falam demais... mas daí a ficarem intimidados com um olhar...! Dizem que os olhos também comem mas, não acreditem, isso são más línguas! :D Vá lá, vamos a ser mais lobos e menos cordeiros!

As palavras que não te direi...

Foi uma loucura...Desde que te vi que a loucura me consome. Louca é esta vontade que tenho de estar sempre nos teus braços, olhar-te nos olhos e beijar tua boca. Tens uns olhos lindos, verdes que não me dão esperança. Desde a primeira noite que nos olhámos, tocámos no fundo um do outro. Disseste que era "quente" mas com calor estavas tu...És um free-spirit e eu respeito-te como és. Absorvo tudo o que vem de ti como um cacto no deserto. Matas-me a sede do desejo mas deixas-me à fome do amor. Não! Eu não me vou apaixonar por ti. Não! Eu não vou adormecer a pensar em ti e na última msg que mandaste. Não! Não vou acordar a sentir o teu toque e o teu cheiro na minha pele, não vou inventar desculpas para te ligar, não vou ver fotos tuas sempre que estiver ao computador, não vou ouvir a voz que te chama na minha cabeça.
Foi "perfeito", o teu "xpalhar magia", concerto privado de nouvelle vague e, um Martini Bianco para cortar o doce dos teus beijos. Tanto, que me belisco cada vez que me lembro da nossa noite e penso ter sonhado com tudo. Mas como tu dizes, "para quê sonhar com o que se pode ter?" Eu sei que se te pudesse ter só para mim, não te sonhava, vivia-te. Cada loucura tua, cada ideia mais marada, esse olhar que disfarça o sorriso tímido e que me faz "garrote" no peito!

Isto era o que te podia dizer mas, fico descansada porque sei que não vais ler o que escrevi...
Um beijo

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Eu, Raquel

Poderia ser um excelente título para um, ainda mais excelente filme autobiográfico. E como eu tinha tanto pra contar, seria assim uma comédia dramática com muitos, muitos efeitos especiais!
Mas já alguém teve essa ideia, e vejamos se não foi a nossa menina Carolina Salgado, doce rapariga e de bom fundo que apenas vivia para sustentar os seus meninos! Esta é a ideia com que fica alguém que seja enganado e gaste os 5euros mais 3 nas pipocas e vá até ao cinema. Estavamos sentados na última fila da sala e na sessão das 22h de uma segunda-feira não havia muita gente, é um facto... Ou isso ou estava a passar o "Ratattui" na sala ao lado! Éramos poucos mas bons, motivados pra ver e apoiar o cinema português. O filme lá começou e somos, desde logo, advertidos que a história é real e que aquilo que fica por contar, nem a nossa imaginação pode suplantar! Uiiii, que medo.... Confesso que depois de ver a Margarida a beijar o Nicolau a minha imaginação foi violada! Cada vez que me tentava concentrar e imaginar coisas bonitas, lá vinha a imagem do Nicolau em boxers e a trocar saliva com a menina! QUE NOJO! Olha, olha, pronto já tenho a imagem outra vez na testa, alguém me tira isto daqui??? Errrrr Quanto as cenas de sexo, são um bocadinho hardcore do pior que deve existir. Não se arranjavam umas miudas mais jeitosas no Elefante Branco? Ou será que essas foram cortadas pelo produtor?? Deve ser isso, deve... Voltando à história... Mas qual história??? Ahhh, a da santa mamã que é alternadeira e caixa de supermercado para dar comida aos meninos... Essa pobre alma, faz um bem à Nação quando come o Presidente e, passa a entregar envelopes chineses a "gaijos" que, supostamente arbitram jogos entre equipas cor-de-rosa e cor-de-laranja. Entretanto ela resolve vingar-se e chiba-se a um polícia que, já tinha andado a mordiscar e foge com ele num comboio, mais o Pai Natal e o Coelhinho da Páscoa e vão ao Circo! THE END!
Poupem-se! Vão ver o Ratattui e levem-me também!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Paixões Noturnas

Para além da "lágrima fácil" padeço de outro mal, ao qual vou chamar de "fácil paixão", para não ser "paixão fácil"! Sofrem deste mal pessoas que após uma experiência intensa, e algo mais inexplicável, inspiram, expiram e se apaixonam. Não tenhais medo da palavra "paixão", acima de tudo é um estado de alma. Pode ser fugaz, intensa, arrebatadora, cruel ou uma aliada quando não queremos complicar as coisas. Há quem tenha descrito uma escala graduada para os diferentes tipos de sentimentos, onde a paixão é sempre uma coisa terrível e avassaladora, que precede o amor ou a desilusão. Para mim, é um hino ao ego, é algo que nos torna caçadores, é o que nos faz andar e perseguir. A vida estagna quando não estamos apaixonados, tudo é amorfo, nada brilha. Não há que fugir da paixão, pelo contrário, devemos pôr, procurar e imprimir paixão em tudo o que fazemos. Mesmo coisas que à primeira vista não nos dizem nada, há que torná-las apaixonantes. E eu hoje estou nessa "mood", tornar coisas e pessoas apaixonantes, ser, eu própria, apaixonante para mim mesma e para ti.
Ao mesmo tempo que acho que a paixão é impulsiva, tento geri-la, dosea-la e prevê-la. Contra-censo...? Mas tem funcionado! Antes de nos apaixonarmos, podemos sempre perguntar "será que nos podemos apaixonar?" E apenas um apaixonado descuidado não faz esta pergunta e não vê se ainda "vai a tempo de se apaixonar". O "timing" da paixão tem muito que se lhe diga, exige dedicação e meditação.
É bom estar apaixonada , seja pela vida, por um sorriso, um olhar, um toque, um beijo, um perfume, por um momento, uma música, um gelado, um sabor, uma côr, uma camisola, uma rua, uma estrela, uma planta, um caminho, um dia, uma noite, um segundo...
À noite, a paixão está acordada e alastra sobre a pele, dá arrepios. Podes pensar que é psicológico, o frio que sentes e negas... Ou acreditas que precisas de algo que te aqueça e deixas a paixão alastrar e consumir-te, esfriar-te até aos ossos pois, sabes onde está a tua chama. Não é um jogo, é demasiado sério para arriscar perder. É um privilégio para aqueles que sabem alimentar o viver em proximidade. Poucos, astutos, sabem tirar partido da paixão e reparti-la, saboreá-la, vivência-la, partilhá-la... Essa é a grande chave da questão. Porque nem tudo se partilha, ou porque não se sabe partilhar, não se quer ou há simplesmente paixões impartilháveis. "Guilty pleasures"... Isso daria outro monólogo... Hoje fico-me pela paixão "non-gilty" e pelos prazeres apaixonantes de um momento que a memória não esconde.

domingo, 25 de novembro de 2007

Parabéns Rodas!


És: grande, irrequieto, inconstante, divertido, espalhafatoso, despassarado, inocente, sensível, teimoso, trabalhador, espontâneo, simpático, presente e ausente, cómico, apaixonado e...

acima de tudo és...


um GRANDE AMIGO!

Beijo enorme de PARABÉNS!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Algo diferente...

Album de estreia a solo da Tarja Turunen, uma boa surpresa! Conheço alguém que vai gostar muito, será?

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Postal

Mais um fim de semana que terminou... Nova semana de trabalho para abstrair a mente do vazio...


Tou sem paciência para o blog, não tenho tempo ou vontade de sequer ligar o computador e consequentemente, tudo fica em segundo ou terceiro plano...


Deixo-vos a imagem do meu fim de semana. Há algum tempo que andava para ir ao Cristo Rei, só para apreciar a vista sobre Lisboa. E fui! Era fim da tarde, o sol despedia-se e, soprava um vento frio que gelaria qualquer um, que não estivesse já gelado por dentro. Fiquei um bom bocado, até anoitecer, como um iceberg que se vai deixando descongelar. O ritmo citadino não abrandou, centenas de carros seguiam o seu caminho para Norte/Sul, se ao menos eu soubesse para onde ir... Permaneci em "slow motion", meditando no vazio, sobre o vazio.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Agir para errar!

Eu sei que vou errar, mais dia menos dia. Toda a gente erra, eventualmente! Estou a deixar que o medo de errar leve a melhor de mim e vivo nesta insegurança que não me deixa arriscar e errar! Há-de haver sempre alguma coisa que eu não sei mas, sinto sempre que já o devia saber! Revolta e atrofia-me... Eu sei que não pode ser! Hoje prometi a mim mesma que vou ser pró-activa, mais meiga e ter sempre um sorriso para dar, mesmo para aqueles que nem me olham! Isto de lidar com o público não é coisa fácil... E com cara de miúda, pior ainda. Diga-se de passagem que é impossível alguém sentir-se segura de "crocs" ou quando me chamam de "menina" ou "enfermeira" mas, assim será! Fogo eu andei 5 anos a caminhar e a queimar o neurónio na faculdade! Até sei algumas coisas! Não me posso deixar convencer que não! Eu não sou uma "médica da treta" como querem que eu seja!!! É assustador quando a minha palavra tem poder e me é exigido um parecer. Mesmo dando o parecer que me é possível, não é fácil ser credível e é irritante quando não o sou! Mas é para isso que estou a ser treinada, não posso nem quero fugir!
Resumindo: não vou deixar fugir as oportunidades de errar, vou aproveitá-las todas e apenas fugir do erro.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Volátil Ronronar...


Tudo na vida é passageiro, nós próprios somos passageiros de uma viagem cujo rumo desconhecemos. Sabemos onde estivemos, o que nos deixou saudades e nos faz querer voltar; de onde vimos e não recomendamos. No entanto, por mais vezes que alguém nos diga que não vale a pena ir a tal sítio, não adianta. Parece que aumenta a curiosidade e vamos mesmo até lá, ver por nós próprios. E ouvimos comentários como "a curiosidade matou o gato" mas é tarde... estamos mortos. Como esse tal felino, sentimos que temos 7 vidas e logo mais 6 para gastar. Adoramos ser felinos e descobrir o que há escondido atrás da proíbição. Somos esguios, elegantes, espertos e independentes, marcamos território, somos pardos na escuridão, subimos a telhados e rompemos o silêncio da noite, com guinchos de prazer na lua nova. Gostamos de caçar, não necessariamente para matar a fome, é puro prazer na adrenalina da predação. Quando caças, não é pra matar, preferes ferir e deixar fugir. Sentes-te o rei da selva porque poderias ter morto mas evitaste... Eu brinco com as minhas presas, posso trincar, posso ferir, raramente mato. Tal como tu, sou uma jogadora e não uma finalizadora. Ronronas bem alto para que todos oiçam como és feliz. O meu ron-ron é bem mais suave e discreto, apenas os previligiados ouvem. Esses e tu, quando me mordes o pescoço e sentes o pulsar das endorfinas no meu sangue. O teu ronronar é tão alto que mal se escuta o teu coração ou o teu respirar... bom mecanismo de defesa. Tenho de te contar, descobri que quanto maior é a queda de um de nós, gatos, maior as nossas hipoteses de sairmos ilesos, sem feridas para lamber. Boa notícia, não? Vamos, temos mais 6 vidas para viver, mais 6 quedas para dar, vamos saltar do alto, os dois! Vens?